Manhã de Domingo, 14 de Fevereiro.

Uma manhã de frio, uma manhã que fizemos de Ferreira do Zêzere até Tomar de carro, por forma a começarmos por terras do Nabão.
Houve quem quisesse fazer o caminho desde Ferreira (eu não me importava) e houve também quem saísse de casa em duas rodas e chegasse em quatro. E hoje foi perito em quedas!! :)
Mas é compreensível não o termos feito, pois houve malta que fez 80 kms no dia anterior!
Isto já para não falar da descoberta do betetista que fez parte da volta do Trízio de carro!
Estacionados os carros no centro de Tomar, partimos à descoberta dos trilhos da meia maratona de Tomar. Gelo, frio, dedos congelados e dor de testa gelada!
Conclui-se que o trajecto é um pouco rolante e que será difícil, se chover abundantemente no dia anterior! Os da frente são sempre os mesmos (os de trás também pedalam muito, e eu sou um deles!! Eh, eh!), embora haja um que trava muito nas descidas. Os de trás treinam as quedas! O Francisco e o Manuel António tiveram especial predilecção para as quedas!
Passámos pela terra do Pinheiro (pelo menos tem o mesmo nome). Tirámos umas fotos engraçadas e lá para o fim da volta, eu e o Manuel António resolvemos tirar umas fotos a passar a ribeira junto à ponte Romana! Conclusão, molhámo-nos, pois a ribeira era mais funda do que aquilo que pensávamos.
Lá voltámos nós aos carros, seguimos em direcção a Ferreira, e concluímos com mais um café convívio!
Terça há mais!

Btt- 13-2-10

Bem... Agora que já almocei já posso relatar a volta de hoje.
Foram 83 kms muito durinhos.

Foram 1900 metros de acumulado nas minha medições e 2200 nas medições do Eugénio (Deve de ter andado a mandar o conta kms ao ar para dizer que fez mais subidas.) De qualquer das maneiras foram umas boas subidas.

Começamos com -3º e chegamos a ter 20º de temperatura.
O que parecia ser um dia de frio acabou por ser um dia espectacular para o Btt.

Infelizmente a "meteorologia dos furos" não fazia prever uma boa volta.
Furamos quatro vezes sendo três dos furos meus.
Primeiro o Farinha mal tinha passado meia dúzia de kms. Tivemos de trocar o pneu como se pode ver na foto.
Passado algum tempo foi a minha vez. Primeiro um espinho e depois os dois furados ao mesmo tempo numa descida.

De resto a volta correu normalmente... tirando as 1274 vezes que nos perdemos devido á falta de jeito do navegador.

Pedimos desculpa à Dina pelo estado em que entregámos o Martins.
Não te preocupes que ele amanha esta novo (Se não levar outro tratamento igual... ehehe)

Bem, Agora vou continuar o meu treino... alongamentos no sofá que tão bem me sabem.

Volta do Trízio

Somos de facto, duros! Acho que é um bom começo de crónica!
Este Domingo levantámo-nos um pouco mais cedo, para podermos sair também mais cedo! Tivemos foi que esperar pelo Pinheiro, que, segundo dizem, esteve a fazer de babysitter!
Arrancámos com duas apostas! Uma do bacalhau, que o Eugénio ganhou, corrijam-me se estiver errado e outra minha com os outsiders Vasco e Marçalo! Uma dizia que o Manuel António fazia a volta em 3h15, a outra era que o Vasco e Marçalo chegariam primeiro que eu (era ao jantar).
Até Cernache, o ritmo era normal e as subidas ligeiras, o problema foi daí para a frente.
O Marçalo e o Rui Martins (ainda com pouco ritmo, pois as férias foram grandes!!) iam na cauda do pelotão e tivemos que esperar por eles. O Vasco até Cernache vai na frente.
A ida ao Trízio pôs preto no branco quem realmente tinha pedalada para aguentar o ritmo. O Vasco e o Marçalo, nem fizeram esses quilómetros, atalhando. Uma etapa estava ganha.
O Eugénio, o Tiago e o Duarte comandavam o pelotão. O Manuel António, o Rui Farinha e o Francisco seguiam atrás. Depois vinha eu e o Rui Martins.
O grau de dificuldade das subidas aumentava, chegava a hora de dar o litro, com vista a apanharmos os ciclistas que atalharam caminho.
Descidas eram aproveitadas para descansar, as subidas pareciam não ter fim. O Manuel António espera pelo Rui.
O Manuel António alcança o Francisco, o Pinheiro e eu no corte que dizia Fernandária.
Posteriormente o Eugénio fura, o Duarte e o Tiago continuam.
O Eugénio espera por mim e faz de lebre para que eu consiga pedalar mais. Amigo Eugénio, 25% da força que tinha, vinha da força anímica que me deste. Isso fez a diferença. Obrigado.
Ponto de situação nesta altura. Vasco e Marçalo estavam na ponte, cansados e parados. Duarte e Tiago apanham-nos. Eu e o Eugénio continuamos na luta. O resto da malta vem para trás também. Comem-se géis, barras e bebe-se isostar.
Chega-se à nossa ponte, estão Vasco, Marçalo, Duarte, Tiago e chega o Eugénio e eu.
Vasco, diz que o objectivo é chegar primeiro a Ferreira. Começa o abismal sacrifício. Dá-se tudo o que se tem e não tem. Vai-se buscar forças onde nem sabemos que as temos.
Eugénio, Tiago e Duarte gritam palavras de força, pedem-me para meter mudanças ainda mais pesadas e dizem para não olhar para trás. Vasco fica para trás. Eu pensava que ia cair para o lado (comprova-se bem pelas fotos).
Chegamos a Ferreira do Zêzere, com 73 kms, 1800 metros de acumulado, em 3h20, com média de 21,75 km/h e com 3 minutos sobre o Vasco e Marçalo. Fico tonto, a tremer e devia estar branco, pois. Pensei que me ia dar alguma coisa. Com água, coca-cola e um pastel de nata fui ao sítio.
Posteriormente chega a outra malta. O Rui Martins também sofreu bastante. Peço que relatem a vossa volta mais pormenorizada, pois queremos saber como foi.
Perdoem-me este relato tão pormenorizado, mas o espírito de sacrifício foi tão grande que tinha que ser relatado. Caro Eugénio, o meu obrigado por tornares mais fáceis aquelas subidas. A sorte é que a malta menos experiente não conhece o caminho para onde vai. Terminámos com o habitual café convívio nas Estrelinhas.
Espírito de sacrifício, subidas íngremes, grande acumulado e o fio de cobre dos pedais de encaixe do Vasco, foram as tónicas desta manhã.